Instalada no Parque Evaldo Cruz, mostra reúne acervo raro do Rei do Baião e passa a integrar a programação cultural da 43ª edição da festa até 5 de julho_
A programação cultural da 43ª edição d’O Maior São João do Mundo ganhou uma novidade especial na noite desta quinta-feira (04) com o lançamento da exposição “Luiz Gonzaga – 110 Anos do Nascimento”, instalada no Parque Evaldo Cruz. A mostra celebra a trajetória e o legado do Rei do Baião por meio de uma experiência imersiva que reúne objetos históricos, fotografias, figurinos e outros itens curiosos que ajudam a contar a história de um dos maiores símbolos da cultura nordestina e brasileira. Com visitação gratuita até o dia 5 de julho, o espaço passa a integrar a programação cultural e turística da festa, ampliando as opções para os visitantes que desejam conhecer mais sobre as raízes do forró e da identidade do povo nordestino. Quem esteve presente na abertura da exposição foi o prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima que ressaltou a importância desta homenagem ao eterno Rei do Baião.
“Receber, na edição 2026 d’O Maior São João do Mundo, um museu dedicado ao nosso eterno Rei do Baião é mais do que uma homenagem. É um reconhecimento da importância de Luiz Gonzaga para a identidade do Nordeste e para a história de Campina Grande, cidade que respira forró, tradição e cultura popular. Preservar a memória de Gonzagão é manter viva a essência do nosso povo. E não existe lugar mais simbólico para essa celebração do que O Maior São João do Mundo, uma festa que carrega em sua alma a música, a cultura e as tradições que Luiz Gonzaga ajudou a eternizar”, disse Bruno por meio das suas redes sociais.
*Assista:*
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*Quem criou a exposição?*
Por trás da exposição está o pesquisador, colecionador e escritor paraibano Paulo Vanderley, considerado uma das maiores referências quando o assunto é a vida e a obra de Luiz Gonzaga. Natural de Piancó, na Paraíba, ele construiu uma trajetória marcada pela pesquisa, documentação e valorização da cultura nordestina, acumulando um acervo com mais de cinco mil itens relacionados ao Rei do Baião e ao universo cultural do Sertão. Ao longo das últimas décadas, atuou como consultor de importantes projetos, como o Museu Cais do Sertão, em Recife, além de participar de publicações, exposições e iniciativas voltadas à preservação da memória gonzagueana. A mostra agora em cartaz em Campina Grande é resultado desse trabalho de mais de três décadas e reúne parte desse rico material, transformando conhecimento histórico em uma experiência acessível e emocionante para o público.
Se a exposição impressiona os visitantes, o que mais chama atenção é a informação de que o público está vendo apenas uma pequena parte do acervo reunido por Paulo Vanderley ao longo de mais de três décadas. Segundo o pesquisador, os itens expostos representam cerca de 10% de tudo o que ele guarda. Entre os objetos mais raros estão discos que pertenceram à coleção pessoal de Luiz Gonzaga, um cartão bancário do artista, manuscritos, entrevistas originais e diversos documentos históricos. “Para mim, é difícil escolher uma peça mais importante. Cada objeto tem uma história e um valor sentimental muito grande”, conta.
A paixão de Paulo pelo Rei do Baião começou cedo e tem até um capítulo digno de documentário. Aos nove anos, quando morava em Exu, no Pernambuco, cidade natal de Gonzagão, ele teve a oportunidade de conviver com o artista por meio do trabalho do pai, que era gerente do Banco do Brasil e mantinha contato com o cantor. Foi nessa época que surgiu o interesse que o acompanharia por toda a vida. “Já são mais de 36 anos colecionando e pesquisando. É uma paixão que veio da infância e que só cresceu ao longo do tempo”, diz ele.
*Como visitar a exposição?*
Para quem deseja mergulhar nessa viagem pela história do forró, Paulo Vanderley faz o convite: a exposição segue aberta diariamente no Parque Evaldo Cruz, das 17h à meia-noite, reunindo memórias, curiosidades e relíquias que ajudam a contar a trajetória de um dos maiores nomes da cultura brasileira.
*Redação*

