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Com o principal intuito de promover a conscientização sobre a importância da saúde mental, a campanha Janeiro Branco busca incentivar a reflexão, o autocuidado e a busca por ajuda profissional quando necessário. Janeiro foi o mês escolhido por simbolizar o início de um novo ciclo, uma espécie de “quadro em branco”, onde alguns desses questionamentos: Como estou emocionalmente? O que preciso mudar? Como tenho cuidado da minha saúde mental?  

Para o mestre em Psicologia Brenno Arley Rodrigues de Souza, docente do curso de Psicologia da UNINASSAU Campina Grande, ainda há muitos questionamentos e tabus na sociedade, quando falamos sobre o sofrimento psiquíco. “O janeiro Branco atua justamente no enfrentamento desses estigmas, ao afirmar que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo, e que sofrimento emocional não é sinal de fraqueza, mas de humanidade”, ressalta.  

O contexto atual da sociedade, marcado pela hiperconectividade e pela pressão constante por produtividade, tem impacto direto no aumento dos casos de adoecimento mental. “A sensação de estar sempre atrasado ou de nunca produzir o suficiente pode gerar ansiedade crônica, culpa, frustração, baixa autoestima e exaustão emocional. Além disso, o cérebro necessita de pausas para organizar informações, elaborar emoções e recuperar energia psíquica. Quando isso não acontece, aumentam os riscos de burnout, sintomas depressivos, dificuldades de concentração e alterações no sono”, explica o psicólogo.  

Brenno Arley ressalta que não existe uma solução única para manter a saúde mental em equilíbrio, mas pequenas mudanças de hábitos já fazem diferença. “Estabelecer limites, respeitar o próprio ritmo e compreender que produtividade não deve estar associada à exaustão, são atitudes fundamentais. Além disso, cuidar do sono, da alimentação e da atividade física contribui para o equilíbrio entre corpo e mente. Reduzir o excesso de informações, fortalecer vínculos sociais saudáveis e buscar a psicoterapia como espaço de acolhimento, autoconhecimento e prevenção também são estratégias importantes. Cuidar da saúde mental não significa eliminar o sofrimento, mas aprender a lidar melhor com ele”, disse.

Assessoria

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