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A vereadora Jô Oliveira (PCdoB) denunciou, nesta terça-feira (9), uma situação considerada grave envolvendo servidores públicos municipais de Campina Grande. Segundo a parlamentar, trabalhadores da Prefeitura estão relatando que tiveram seus nomes negativados por instituições financeiras mesmo com os valores dos empréstimos consignados sendo descontados regularmente em seus contracheques.

A denúncia foi apresentada durante sessão da Câmara Municipal, após diversos servidores procurarem o mandato da vereadora relatando dificuldades para acessar crédito, financiar imóveis e contratar serviços bancários.

“Vários servidores me procuraram durante o fim de semana dizendo que descobriram que seus nomes estavam no SPC e em órgãos de proteção ao crédito. O mais grave é que os descontos continuam sendo realizados nos salários dessas pessoas”, afirmou.

Diante das denúncias, Jô anunciou o encaminhamento de um ofício à Superintendência Regional da Caixa Econômica Federal solicitando informações sobre os convênios de empréstimos consignados firmados com a Prefeitura de Campina Grande.

A parlamentar questiona se os valores descontados dos salários dos servidores estão sendo efetivamente repassados às instituições financeiras.

“Se o recurso está sendo descontado do contracheque do servidor e não está chegando ao banco, estamos diante de uma situação extremamente grave. Isso precisa ser esclarecido imediatamente”, declarou.

Durante a fala, Jô classificou a possível retenção dos valores como uma situação que pode configurar irregularidade administrativa e defendeu a apuração rigorosa dos fatos.

A vereadora também pediu apoio dos demais parlamentares para que o requerimento seja assinado coletivamente e reforçou que a pauta não pertence à oposição ou à situação, mas diz respeito à proteção dos direitos dos servidores públicos municipais.

“Estamos falando de trabalhadores e trabalhadoras que estão sendo prejudicados sem sequer saber o que aconteceu. Essas pessoas estão descobrindo o problema quando tentam financiar uma casa, fazer uma compra ou acessar crédito. É uma situação muito séria e que exige respostas urgentes”, concluiu.

Assessoria de Imprensa

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