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Em entrevista à imprensa paraibana, a jovem modelo Clara Lopes falou sobre os desafios da profissão, os cuidados que jovens modelos devem ter ao buscar uma agência mãe — agência responsável pelo desenvolvimento da carreira e por fazer a ponte com outras agências, dentro e fora do país. Clara também avaliou o mercado paraibano da moda e deu dicas para quem deseja começar a trilhar esse caminho profissional.

Ao ser questionada sobre os desafios da profissão, Lopes destacou que a carreira exige muito mais do que beleza. “Vai muito além da aparência. É uma profissão que exige disciplina, responsabilidade, dedicação e, principalmente, saber lidar com os ‘nãos’. Nem sempre vamos participar de todos os trabalhos ou ser escolhidas para todos os castings, e isso faz parte do processo. Também acredito que um dos grandes desafios é estar sempre se preparando e entendendo que o mercado é muito competitivo. É preciso cuidar da imagem, desenvolver postura, passarela, expressão, comunicação e estar aberta a aprender constantemente. Para mim, cada experiência, até mesmo aquelas que não saem como esperamos, acaba contribuindo para o nosso crescimento profissional”, comentou.

Ainda de acordo com a modelo, é essencial, principalmente no início da carreira, procurar uma boa agência mãe. “Ela ajuda a direcionar a modelo, entender o perfil dela, apresentar oportunidades e orientar sobre os caminhos que podem ser seguidos dentro do mercado”, destacou Clara, que também falou sobre a boa receptividade de sua nova agência mãe, a Model Club (@modelclubagency).

“Estou muito feliz com essa nova etapa e com a possibilidade de estar mais próxima do mercado de Salvador. Também vejo essa mudança como uma oportunidade de amadurecer profissionalmente, conhecer novos profissionais e estar mais preparada para trabalhos maiores, inclusive pensando em oportunidades fora do estado e, futuramente, no mercado internacional”, disse.

*Mercado paraibano*

Questionada sobre como avalia o mercado da moda em Campina Grande, sua cidade natal, e sobre a falta de uma agência mãe na cidade, ela respondeu:

“Campina Grande tem muito potencial e uma produção de moda muito interessante. Temos profissionais talentosos, marcas, eventos e pessoas que movimentam esse mercado, principalmente em períodos como o São João. Mas acredito que ainda existe espaço para o mercado crescer e se profissionalizar cada vez mais. Na minha visão, faria diferença ter uma agência mãe estruturada na cidade, porque isso facilitaria o acesso das modelos a direcionamento profissional, castings e oportunidades de outros mercados. Muitas vezes, quem quer seguir uma carreira mais profissional precisa buscar esse suporte em outras cidades, como Recife ou Salvador. Eu mesma estou vivendo esse processo de me aproximar de outros mercados justamente para ampliar minhas oportunidades”, afirmou.

Por fim, Clara deu dicas para quem está começando na carreira e falou sobre como evitar possíveis golpes.

“Um dos principais cuidados é desconfiar de propostas em que o foco parece estar muito mais na venda de book ou de outros serviços do que no desenvolvimento e agenciamento do modelo. Existem casos em que a pessoa é chamada com a promessa de uma oportunidade de trabalho, passa por uma suposta avaliação e, depois, é pressionada a pagar por um book ou material específico para conseguir seguir no processo. Isso não significa que toda cobrança por material seja golpe, porque existem custos legítimos na profissão, mas é importante entender exatamente o que está sendo contratado, pesquisar a agência, verificar seu histórico e nunca aceitar uma promessa de trabalho garantido em troca de pagamento. Se houver pressão para decidir na hora, também é um sinal para ter cautela”, finalizou.

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