Com discurso conservador e forte apelo bolsonarista nas urnas, suplente de deputado federal busca legenda competitiva, mas movimento rumo à sigla aliada de Lula gera críticas e questionamentos nos bastidores, decepcionando a tropa, o povo cristão e todo povo da direita na PB.
Uma articulação política nos bastidores da Paraíba tem deixado setores da direita atônitos. O sargento Rui, suplente de deputado e figura de expressão conservadora nas últimas eleições, sinaliza a saída do seu espectro político tradicional para embarcar no MDB, partido comandado no estado pelo senador Veneziano Vital do Rêgo, aliado ferrenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A justificativa e o estranhamento
Oficialmente, aliados de Rui justificam o movimento como uma busca pragmática por uma legenda competitiva para a sobrevivência e viabilidade de seus próximos passos eleitorais. No entanto, a escolha do destino gerou forte estranhamento e perplexidade na base conservadora paraibana.
O incômodo se intensifica por conta do contexto da vaga que Rui assume na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), decorrente da saída de Caio Roberto. Caio é filho de Wellington Roberto, dirigente partidário que deixou o PL recentemente sob clima de forte atrito. Nos bastidores, a ala direccional aponta que Wellington teria tentado minar a liderança do Cabo Gilberto, uma das principais referências do bolsonarismo no estado e figura que atuou diretamente para impulsionar a votação do próprio Sargento Rui.
Diante do xadrez, o questionamento que ecoa entre eleitores e lideranças é direto: ao se aproximar do MDB e da órbita de Wellington Roberto, o sargento Rui teria traído não apenas os princípios da direita, mas também a confiança do Cabo Gilberto? Para críticos da decisão, a guinada evidencia que a pragmática política falou mais alto que a ideologia.
A quem serve o Sargento Rui?
O histórico recente do suplente adiciona ainda mais complexidade ao cenário. Até pouco tempo atrás, Rui atuava como assessor parlamentar de Adriano Galdino, presidente da ALPB.
Com tantas movimentações em curtos espaços de tempo — passando pela órbita de Galdino, a proximidade com o grupo de Wellington Roberto, o apoio histórico do Cabo Gilberto e a agora provável filiação ao MDB de Veneziano Vital —, a grande incógnita que permanece no cenário político paraibano é: afinal, a quem serve o Sargento Rui?
Assessoria de Imprensa

