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Com a chegada da Semana Santa, surge o aumento no consumo do peixe. Inclusive, por conta da tradição religiosa da abstinência de carne, especialmente na sexta-feira da Paixão. O animal é rico em nutrientes e proteínas, com um alto valor biológico e inúmeros benefícios para a saúde.

“Um dos benefícios está relacionado à saúde do coração, pois o peixe possuí ômega-3, que é uma gordura boa e ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. Além disso, tem ação anti-inflamatória, importante na prevenção de doenças crônicas, caso da obesidade e diabetes”, afirma Radmila Ribeiro, nutricionista, mestre em saúde pública e coordenadora dos cursos de Nutrição e Gastronomia da UNINASSAU Campina Grande. 

O peixe é um alimento completo com proteínas de alta qualidade, gorduras boas, vitamina D, B12 e A, além de minerais importantes, como iodo, selênio, zinco, ferro e fósforo. Isso contribui para imunidade, saúde dos ossos, funcionamento da tireoide, prevenção de anemia e manutenção do sistema nervoso.

Radmila também explica que o preparo do peixe determina se ele está ou não saudável para consumo. “As formas mais indicadas são a cozida, assada, grelhada ou preparada no vapor. Quando é frito, absorve grande quantidade de óleo, aumentando muito o valor calórico da refeição. Além disso, o calor elevado da fritura pode reduzir parte do ômega-3 e formar compostos inflamatórios, principalmente quando o óleo é reutilizado”. 

A nutricionista alerta para alguns cuidados que o consumidor deve ter ao comprar esse alimento, como observar odor e textura. “O peixe fresco deve apresentar olhos brilhantes e salientes, guelras vermelhas, carne firme e cheiro suave de mar. Cheiro forte, olhos opacos e textura mole são sinais de deterioração. O produto deve estar sempre refrigerado ou no gelo. No caso do congelado, é importante verificar a validade, a integridade da embalagem e evitar produtos com excesso de cristais de gelo, pois indicam possível descongelamento e recongelamento”.

Assessoria

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