_Imóveis reais, documentos aparentemente legítimos e propostas abaixo do mercado estão entre as estratégias usadas por golpistas; Secovi-PB orienta compradores e proprietários a redobrarem cuidados._
Um caso recente envolvendo um terreno localizado em um condomínio de alto padrão na Zona Sul de João Pessoa acendeu um alerta entre profissionais do mercado imobiliário para um tipo de fraude que pode atingir tanto compradores quanto proprietários.
Segundo relato divulgado por veículos locais, um homem teria se apresentado como interessado na compra de um terreno e solicitado acesso ao condomínio para conhecer o imóvel. Durante o processo de negociação, porém, outros corretores teriam identificado que o mesmo terreno estaria sendo apresentado a terceiros como se estivesse disponível para venda.
O caso foi percebido antes da realização de qualquer pagamento, mas chama atenção para a sofisticação de golpes que podem utilizar imóveis verdadeiros, fotografias reais e informações obtidas em anúncios ou documentos públicos para conferir aparência de legitimidade à negociação.
O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba já alertou neste ano para golpes envolvendo falsos corretores, anúncios de imóveis inexistentes, cobrança antecipada de sinal, venda do mesmo imóvel para mais de uma pessoa e documentação fraudulenta.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração dos Imóveis e dos Condomínios Residenciais, Comerciais e Hoteleiros no Estado da Paraíba (Secovi-PB), Érico Feitosa, o principal problema é quando a aparência de normalidade faz o consumidor abrir mão das etapas de segurança.
“O golpe imobiliário não precisa mais ter uma aparência grosseira de fraude. O criminoso pode utilizar informações verdadeiras, imagens de um imóvel real e até se apresentar de maneira convincente. Por isso, quanto maior o valor envolvido, maior deve ser o cuidado com a documentação, com a identificação das partes e com a formalização da negociação.”
Érico destaca que compradores e vendedores devem evitar qualquer pagamento antes da conferência documental e da confirmação de que quem está negociando possui autorização para fazê-lo.
“A pressa é um dos principais aliados de quem aplica golpes. Uma negociação segura exige matrícula atualizada, conferência da titularidade, identificação das partes e acompanhamento de profissionais habilitados. Se existe pressão para fazer um pagamento imediato, especialmente sob a justificativa de que outra pessoa pode fechar o negócio, esse já é um sinal de alerta.”

