Kallyna Dias apresenta documentos e questiona versão de Bruno sobre terreno para escola no Aluízio Campos
Vereadora destaca cronologia do termo de cessão e afirma que formalização da área destinada à unidade estadual só foi concluída em setembro
A vereadora de Campina Grande Kallyna Dias (PSB) divulgou documentos nas redes sociais para questionar a versão apresentada pelo prefeito Bruno Cunha Lima sobre a cessão de um terreno destinado à construção de uma escola estadual no Complexo Habitacional Aluízio Campos.
Na publicação, Kallyna chama atenção para a diferença entre a apresentação ou discussão de possíveis áreas ao longo dos últimos anos e a formalização da cessão do terreno atualmente destinado à unidade de ensino. O mandato de Kallyna como vereadora e sua filiação ao PSB constam no sistema oficial da Câmara Municipal de Campina Grande.
A controvérsia ganhou repercussão após Bruno Cunha Lima afirmar que a Prefeitura já havia disponibilizado áreas ao Governo do Estado em anos anteriores. Segundo a versão apresentada pelo prefeito, duas opções de terreno foram oferecidas ainda em 2021. Registros publicados sobre o caso confirmam a existência dessas tratativas anteriores.
Kallyna, no entanto, argumenta que essas tratativas não devem ser confundidas com a conclusão formal da cessão da área atualmente definida para receber a escola.
O Termo de Cessão de Uso nº 002/2026, citado na manifestação da vereadora e em reportagens que tiveram acesso ao documento, refere-se a uma área de aproximadamente 11,1 mil metros quadrados. O termo tem data de 13 de abril de 2026; a assinatura digital do procurador-geral do Município foi registrada em 14 de abril e a assinatura digital do prefeito Bruno Cunha Lima aparece em 3 de setembro de 2026, às 16h17. A cessão é gratuita, prevista por 30 anos, e destina o imóvel à implantação e funcionamento de uma unidade da rede estadual de ensino médio.
A discussão sobre a necessidade de uma área adequada para a escola já aparecia anteriormente na Câmara Municipal. Registro oficial de sessão de fevereiro de 2025 mostra vereadores discutindo a substituição de um terreno inicialmente indicado e a necessidade de outra área para viabilizar a unidade estadual.
Na postagem, Kallyna sustenta que a cronologia dos documentos é fundamental para compreender o impasse. Para a parlamentar, havia interesse na implantação da escola, mas a definição e a formalização do terreno constituíam etapas necessárias para o avanço do projeto.
A vereadora também defendeu que a população tenha acesso aos documentos e possa avaliar os acontecimentos a partir dos registros oficiais.
> “Não é sobre versão. É sobre fatos. Documento tem data. Documento tem assinatura. E a verdade precisa ser respeitada”, afirmou Kallyna Dias na publicação.
O episódio envolve versões distintas. Enquanto Bruno Cunha Lima destaca que a Prefeitura já havia apresentado alternativas de áreas ao Estado desde 2021, Kallyna chama atenção para o fato de que o termo referente ao terreno atualmente destinado à escola recebeu a assinatura final do prefeito somente em setembro de 2026. Reportagens que analisaram os documentos também diferenciam esses dois momentos do processo.
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